Poemas Inéditos e Avulsos

Velas soltas (1988)

Ardente corpo
vela,
ardente chama.
Uma vela titubeia,
dorme a vila,
minhalma passeia,
velam-se os olhos.

Velo
por esses olhos
esse instante, noite.
Velho dia, vê-lo morto,
velado, como ontem...
Suspiros se evolam
do sono das meninas.

Vê-las, agora, cada uma,
em cada quarto,
sem mães que as velem,
velhas...
Velejo um corpo,
ardente,
e solto as velas.

[publicado na antologia Palavra Descalça. Lajeado, Muiraquitã, s/d]

Álvaro Santi
13/03/1988

 

 


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